Igreja e Convento de São Gonçalo
A Igreja do extinto Convento dominicano de São Gonçalo de Amarante, actual Igreja Matriz de Amarante, localiza-se na União das Freguesias de Amarante São Gonçalo, Madalena, Cepelos e Gatão, na cidade de Amarante, distrito do Porto, em Portugal. A Igreja e o Claustro do Convento de São Gonçalo estão classificados como Monumento Nacional desde 1910.
História
De acordo com a tradição local remonta a uma primitiva ermida erguida pelo beato Gonçalo de Amarante no início do século XIII. Em 1540 João III de Portugal 1521-1557 e sua esposa, D. Catarina de Áustria, deliberaram a construção de um novo templo e convento dominicano no local, sob a invocação de Gonçalo de Amarante.
As obras iniciaram-se em 1543, tendo se prolongado até ao século XVIII, com intervenções no século XX. A edificação da igreja e do convento estavam concluídas no reinado de Filipe II de Espanha, antes de 1600.

A construção do pórtico e da Varanda dos Reis iniciou-se a 12 de outubro de 1683. Na década de 1980 foi instalado no convento o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, com projeto de adaptação do arquiteto Alcino Soutinho.
Características
Exemplar de arquitectura religiosa, nos estilos renascentista, maneirista, barroco e oitocentista.
Representações na fachada principal
Na Varanda dos Reis estão representados João III de Portugal, Sebastião de Portugal, Henrique I de Portugal e Filipe II de Espanha. No Pórtico estão representados Nossa Senhora do Rosário, São Pedro Mártir, Gonçalo de Amarante, São Tomás e sobre a porta, os bustos de São Francisco e de São Domingos.

No interior
No interior do mosteiro destacam-se o órgão de tubos, o túmulo do beato Gonçalo de Amarante do lado direito do altar, a sacristia com teto de caixotões pintados e uma imagem do beato Gonçalo de Amarante a que é tradição puxar por três vezes a corda da cintura pedindo três desejos, e o claustro principal do convento com fonte centrada de autoria de Mateus Lopes, erguido de 1586 a 1606.
Órgão de tubos
Foi executado em 1766, pelo organeiro galego Francisco António Solha. Obra majestosa e imponente, sobressai-lhe o volume, a talha dourada e a profusa decoração da caixa. Apresenta 43 registos e é caraterizado pela planta trapezoidal, de três castelos, sendo o central mais elevado, com anjos musicais a decorar os laterais.

Foi alvo de uma profunda intervenção, entre 2008 e 2010, ao custo de 330 mil euros. Para além das reparações ao nível mecânico, o aspeto exterior do instrumento foi melhorado substancialmente, nomeadamente com a recuperação da talha dourada.
Com a sua restauração, o órgão ficou novamente funcional e é o instrumento musical utilizado nas cerimónias litúrgicas semanais bem como peça central de várias atuações de música sacra.
FONTE WIKIPÉDIA